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O homem, sua mensagem, seus métodos
Bispo João Carlos Lopes Neste ano, metodistas em todo o mundo celebram os 300 anos do nascimento de John Wesley, esse servo de Deus que marcou a história cristã. Penso que recordar um pouco de sua vida e ministério nos desafia a continuar testemunhando a vitalidade do evangelho através do movimento metodista no século XXI.
O homem: Pessoa profundamente comprometida com Deus e com a fé cristã, John Wesley foi, sem dúvida, um dos personagens mais influentes na Inglaterra do século XVIII. Seu pai, Samuel, era um pastor Anglicano. Sua mãe, Susanna, era uma mulher de profundo compromisso com a fé. O casal teve dezenove filhos e filhas, apenas dez sobreviveram. A infância de John Wesley foi marcada pela forte influencia de sua mãe e por uma experiência traumática. Ele foi salvo de um incêndio em Epworth, em 1709, quanto tinha apenas seis anos de idade. Isso, de certa forma, lhe deu a convicção de que era "um tição tirado do fogo" com um propósito muito específico. Wesley formou-se em Oxford. De 1735 a 1737 esteve na Geórgia em trabalho missionário. Aquela experiência missionária foi frustrante para ele. Em sua viagem de volta à Inglaterra escreveu em seu diário: "Fui à América para converter os Índios, mas oh, quem me convertará?". Em 24 de maio de 1738, quando tinha 35 anos, Wesley sentiu seu coração "estranhamente aquecido" enquanto ouvia a introdução de Martinho Lutero à Carta de Paulo aos Romanos. Essa "experiência do coração aquecido" foi um divisor de águas em sua vida. Aí começava o grande despertamento religioso na Inglaterra. Um movimento cristão que combinava evangelismo e reforma social. Wesley tornou-se um dos mais influentes pregadores da Inglaterra. Viajou mais de 225.000 milhas (360.000 Km) a cavalo. Pregou aproximadamente 44.000 sermões e estabeleceu sociedades metodistas por todo o mundo de fala inglesa. Ganhou, pessoalmente,140.000 convertidos para Cristo. Quando morreu em 1791 havia aproximadamente 200.000 metodistas na Grã Bretanha, Europa e América. Suas últimas palavras foram: "O melhor de tudo é que Deus está conosco!". Dez anos depois de sua morte, de cada 30 ingleses, pelo menos 01 era metodista. Como prova de sua capacidade de combinar evangelismo e reforma social, apenas seis dias antes de sua morte, escreveu a William Wilberforce, incentivando-o a abolir a escravidão. Sua mensagem: A mensagem da salvação graciosa através da fé em Cristo Jesus precisa ser comunicada a todas as pessoas; A vida cheia do Espírito nos dá segurança da salvação e nos capacita a viver uma vida de poder espiritual; Os dons e frutos do Espírito nos capacitam a crescer em graça até que nos tornemos maduros em Cristo e capacitados a servir os outros em nome de Cristo; Vida abundante é vida de serviço alegre em nome de Cristo; Vidas transformadas são a base de uma sociedade transformada. O cuidado de todas as pessoas, especialmente dos necessitados, dos alcoólatras, das viúvas, dos sem teto e dos famintos tornaram-se uma "santa obsessão" para os metodistas primitivos. Nesse sentido John Wesley escreveu a alguns pastores: "Os ricos, os honoráveis e os grandes, de boa vontade deixamos com vocês. Peço apenas que nos deixem em paz com os pobres, os vulgares e os desprezados". Preocupado que a riqueza não separasse o povo metodista da simplicidade do evangelho Wesley escreveu: "O que faremos para que o dinheiro não nos afunde no mais profundo inferno? Há apenas um caminho, e não há outro. Se aqueles que ganharem tudo o que puderem e economizarem tudo o que puderem da mesma forma compartilharem tudo o que puderem, então quanto mais eles ganharem, mais crescerão em graça, e mais tesouro acumularão no céu". Seus métodos:
Fonte: Notícias da Sexta, edição março/abril de 2003
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