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Dando ouvidos à Palavra de Deus |
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“Naqueles dias, a palavra de Deus, era mui rara...” (1 Sm 3,.1) Quando olhamos a história de Israel, seus momentos de conflito, fome, opressão dos direitos do órfão, da viúva, enfim, de total infortúnio, eram tempos de esquecimento de Deus, do seu culto, de sua Palavra. Como referência, lhes dou os seguintes textos: 1 Sm 2.12-17; 1 Re 11.1-13; 2 Co 33.1-17. Hoje, os sinais da história nos confundem, pois, ao mesmo tempo em que há relativa euforia na Igreja, pelo crescimento, os avivamentos são anunciados como programas tipo: Sábado do Avivamento, Quarta do Avivamento, junto a isso, movimentos intitulados proféticos são também anunciados, adoração profética, são tantos avivamentos, e tantos movimentos proféticos no meio evangélico, nós podemos dizer que, se tudo se autointitula avivamento, ou movimento profético, nada mais o é. Estamos metidos numa grande confusão. Faz-se necessário restabelecer os fundamentos. Ou seja, precisamos, acima de tudo, da Palavra de Deus (Dt 17.19). Por que é tão decisivo para a Igreja a ênfase na Palavra de Deus? “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (2 Tm 3.16) Ainda que saibamos ser a Bíblia um livro bastante humano, pois descreve o pecado e a tragédia de homens e mulheres iguais a nós, esta aparente contradição torna-a definitivamente inspirada por Deus, pois traduz a dureza da realidade e pecado de todos nós, e, ao mesmo tempo, a alternativa vinda de Deus para a salvação do ser humano. A cada geração, ali estavam os princípios de Deus, ainda que por muitos desprezados. Como hoje, Deus não esperava ou espera um padrão de vida, para o qual Ele, em sua misericórdia, não nos tenha dado os meios para alcançar, afinal...” os seus mandamentos não são penosos...” . (1 Jo 5.3) O caráter sobrenatural da Palavra de Deus pode ser percebido pelo fato de seu cumprimento na vida humana: “Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão.” (At 2.16-18). O maior destes anúncios da Palavra é a vinda do Filho de Deus, do qual nós todos somos testemunhas: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).” (Mt 1.21-23). Eis porque a Bíblia não é um livro comum, mas sim ordenanças e promessas de Deus para a salvação de toda a criação (Rm 8.18-23). Isto posto, cobra de nós mais disciplina em seu estudo. Nós, brasileiros, somos culturalmente indisciplinados, não vou discorrer muito sobre esta característica do homem e da mulher brasileira, cabem muitos estudos de antropologia social, política, etc... Mas, para provar e sublinhar o que todos sabemos, comparto que somos um dos poucos países do mundo, onde existe o conceito de leis que pegam, e leis que não pegam. Quantas vezes você já ouviu alguém lhe perguntar diante de um obstáculo ou regulamento: “Não dá para dar um jeitinho?” Isso certamente se reflete na nossa vida com Deus, é como se grande parte do povo estivesse aguardando um 11º mandamento, ou o 5º Evangelho, onde estivesse escrito: 1º: disposição transitória celestial: O que lhe for difícil cumprir destas Escrituras, você pode adaptá-lo à sua necessidade e realidade. Não preciso dizer que isto não existe e nem vai existir; a Palavra de Deus é ordenança, mandamentos do Deus Criador para todos, e por isso fonte de bênção para os que a cumprem. Tais ordenanças têm muitos propósitos; não será possível descrever todos eles, mas deixem-me sublinhar os decisivos. Por que os dez mandamentos? Sabemos que os dez mandamentos são o fundamento da aliança de Deus com o povo de Israel, que supõe toda uma série de outros princípios e celebrações, que dão a Israel o sentido de Povo de Deus. Já no capítulo anterior, a entrega da Torá a Moisés, Deus lhe fala no Sinai, dizendo: “Subiu Moisés a Deus, e do monte o SENHOR o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” (Êx 19. 3-6). Todo o restante da história de Israel Deus vai se reportar a esta aliança e suas ordenanças. Elas são princípios de bênção, paz e vida para o povo. Em várias ocasiões, os profetas se referem à fidelidade de Deus e suas promessas aos que lhe obedecem os mandamentos, estes mandamentos são tidos como fonte de bênção, sabedoria e justiça para o povo. (Is 2.3; Jr. 11.17-21; Sl 19.7). No Novo Testamento, as ordenanças estão presentes; o famoso sermão do monte é um exemplo disso; nele, Jesus deixa claro que não veio abolir a lei, ou seja, as ordenanças de Deus, mas cumprir. Ainda que neste cumprimento Jesus liberte as ordenanças de Deus do legalismo farisaico, vede por exemplo o sábado (cf. Mc 2.23-28). No mesmo sermão do monte, Jesus coloca com clareza os efeitos de ouvir e cumprir as ordenanças de Deus, quando ao encerrar compara o servo(a) obediente à palavra a alguém que construiu uma casa sobre a rocha; virão as chuvas e tempestade, mas a casa não cai, porque foi construída sobre a rocha = Palavra de Deus. (Mt 7.24-27). O Deus das ordenanças é o Deus das promessas. Há resultado na fidelidade a Deus, no cumprimento e submissão aos mandamentos. Não queremos enfatizar uma religiosidade da retribuição ou da troca de favores entre o homem e a mulher e Deus. Mas o nosso Criador criou princípios, leis, ordenanças que, quando quebrados, geram conseqüências más para os seus filhos, e, quando cumpridos, geram conseqüências boas. Ainda que saibamos ser Deus misericordioso, estar sempre disposto a nos perdoar e restaurar na sua presença; testemunho disto é a vida de Davi. Não há dúvida de que a nossa desobediência gera duas conseqüências: 1- sofremos a conseqüência da quebra da lei de Deus; 2-perdemos alguma promessa a qual estava vinculada ao cumprimento daquela ordenança por nós quebrada (2 Cr 7.11-20). As promessas são para o povo de Deus, especialmente para os que lhe obedecem. Isaías, diante da infidelidade do povo, foi muito claro: “Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações.” (Is 3.10). E o Salmista é pródigo em cantar as promessas aos justos: “Os olhos do SENHOR repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. ” (Sl 34.15); “O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. ” (Sl 92,12). Jesus mesmo promete: “Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça.” (Mt 13.43). Caberia uma pergunta ainda: Como fica a reconhecida incapacidade do ser humano (da carne), em cumprir as ordenanças de Deus? (Rm 7). Paulo, depois de suspirar: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). Ao responder, Paulo anuncia o Evangelho da graça de Deus, promessa de Deus para todos. Diz ele: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8. 1-2). Paulo enfatizou no capítulo 7 de Romanos que a lei é santa, nós é que somos pecadores, mas Deus é misericordioso, pois, através do sacrifício de Jesus, o messias da promessa, criou o caminho do espírito do ressuscitado, para que nós possamos pela promessa cumprir as ordenanças de Deus. “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.” (Rm 8.11). Assim, a Bíblia nos dá um caminho de ordenanças e promessas mediadas pela graça e misericórdia de Deus, que nos deseja santo, como Ele é santo (1 Pe 1.13-25). Em Cristo, Fonte: Site da 1ª Região
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